quarta-feira, 20 de junho de 2012

TRAILER DO FILME "THE EVIL DEAD - A MORTE DO DEMÔNIO"
 
 
 
TRAILER DO FILME "A NOITE DOS MORTOS VIVOS"
 
 
 
SERVIÇO:



SEXTA-FEIRA DIA 22 DE JUNHO DE 2012


SESSÃO DAS 16 horas.

The Evil Dead - A Morte do Demônio

Considerado uma das melhores experiências cinematográficas do gênero TERROR, A Morte do Demônio narra a história de um grupo de jovens que é atormentado por eventos demoníacos durante uma temporada de férias numa cabana.
 
Diretor: Sam Raimi
Duração: 85 minutos
Ano: 1981

 
Sessão das 19 horas.

   
 
A NOITE DOS MORTOS VIVOS
   
Um dos maiores clássicos do cinema de TERROR, do gênio pertubador de George Romero que gerou um filme que tornou-se ícone do cinema.
 
Diretor: George  Romero
Duração: 96 minutos
Ano: 1968
 
 
NO AUDITÓRIO CENTRAL - IFPA
 
AV. ALMIRANTE BARROSO ENTRE MARIZ E BARROS E TIMBÓ


ENTRADA FRANCA!!!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

SERVIÇO:
CINEMA PELA VERDADE


SEXTA-FEIRA DIA 15 DE JUNHO DE 2012


SESSÃO DAS 16 horas.

 
CONDOR



Sessão das 19 horas.

  UMA LONGA VIAGEM
 
 

O documentário revela a história de três irmãos, tendo como fio condutor a trajetória do mais novo, que viaja para Londres em 1969, enviado pela família para que não participasse da luta armada contra a ditadura no Brasil, seguindo os passos da irmã, que acabou tornando-se presa política. Misturando depoimentos e memórias dos irmãos com nove anos passados no exterior pelo caçula, o filme detalha cartas e também entrevistas com ele, que chegou a ser internado em instituições psiquiátricas. Um relato triste e ao mesmo tempo bem humorado de um núcleo familiar e suas convicções.
   
Diretor: Lucia Murat
Duração: 97 minutos
Ano: 2011
 
 
NO AUDITÓRIO CENTRAL - IFPA
 
AV. ALMIRANTE BARROSO ENTRE MARIZ E BARROS E TIMBÓ


ENTRADA FRANCA!!!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

SERVIÇO:
CINEMA PELA VERDADE


QUINTA-FEIRA DIA 14 DE JUNHO DE 2012


SESSÃO DAS 16 horas.

HÉRCULES 56



Sessão das 19 horas.

   
  VLADO: 30 DEPOIS
 No dia 25 de Outubro de 1975, o jornalista Vladmir Herzoga presentou-se ao DOI-CODI (órgão da repressão política do regime militar) para prestar um depoimento. No fim da tarde do mesmo dia, a família e amigos de Vlado recebem a terrível notícia: Vlado estava morto e, segundo fonte oficial, teria cometido suicídio na prisão. O filme revela, a partir de depoimentos de amigos, familiares, colegas que viveram com ele a história, a amplitude das perseguições daqueles momentos, a trajetória do jornalista, desde sua infância, na Iugoslávia, com sua família de origem judaica, fugindo da perseguição nazista, suas idéias políticas, sua militância, seu senso de ética, até sua posse como Diretor de Jornalismo na TV Cultura de São Paulo e a perseguição a ele iniciada naquele momento e o horror dos porões do regime militar, onde imperava a tortura e os assassinatos políticos.
   
Diretor: João Batista de Andrade
Duração: 85 minutos
Ano: 2005
NO AUDITÓRIO CENTRAL - IFPA
 
AV. ALMIRANTE BARROSO ENTRE MARIZ E BARROS E TIMBÓ


ENTRADA FRANCA!!!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

  TRAILER DO DOC. "CIDADÃO BOILESEN"



"PRA FRENTE BRASIL"


SERVIÇO:
CINEMA PELA VERDADE


QUARTA-FEIRA DIA 13 DE JUNHO DE 2012


SESSÃO DAS 16 horas.

CIDADÃO BOILESEN

Através de diversos depoimentos, o documentário revela as ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do famoso grupo Ultra, da Ultragaz, com a ditadura militar. Seu apoio, assim como de muitos outros empresários, financeiro ao movimento de repressão violenta e também a sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirante, espécie de pedra fundamental do Doi-Codi.
 
Diretor: Chaim Litewski
Duração: 92 minutos
Ano: 2009

Sessão das 19 horas.

   
  PRA FRENTE BRASIL
   
Em 1970 o Brasil inteiro torce e vibra com a seleção de futebol no México, enquanto prisioneiros políticos são torturados nos porões da ditadura militar e inocentes são vítimas desta violência. Todos estes acontecimentos são vistos pela ótica de uma família quando um dos seus integrantes, um pacato trabalhador da classe média, é confundido com um ativista político e "desaparece".
 
Diretor: Roberto Farias
Duração: 104 minutos
Ano: 1981

NO AUDITÓRIO CENTRAL - IFPA
 
AV. ALMIRANTE BARROSO ENTRE MARIZ E BARROS E TIMBÓ


ENTRADA FRANCA!!!




COMUNICADO

Comunicamos que as sessões PINDORAMA CINE-EDUCAÇÃO desta  sexta-feira, 08 de junho não ocorreram. O motivo é o feriado de Corpus Christi na quinta-feira, pois o Instituto Federal do Pará não funcionará no dia seguinte.

Retornaremos na semana seguinte com uma programação especial: Cinema pela Verdade, a ser realizada a partir da quarta-feira dia 13 de junho estendendo-se até a sexta dia 15 de junho.


O VAMPIRO QUE NOS HABITA

André Leite Ferreira

É possível que o inacreditável, incrível e sobrenatural, que não é explicável, aconteça? Quando a tela se abre só consigo pensar nas bandas Darks Bauhaus, Joy Division, The Sister of Mercy, Cabine C, Kafka, Vzyadoq Moe e outras pérolas preciosas da obscura e sombria Músika Nervosa Dark.
Negras florestas abissais guardam castelos misteriosos cheios de limbo e hera que nas profundezas da noite são habitados pelas sombras e pelos fantasmas da noite sem fim. Nosferatu, o vampiro da noite ronda o sono dos justos atrás de sangue e caos para saciar sua Fome de Viver.    
Werner Herzog indiscutivelmente recria nesta sua leitura poética e avassaladora do clássico filme de Murnau e derivado do clássico livro de Bram Stoker, uma atmosfera densa onde o medo e o terror tomam conta da paisagem carregada de cinza tomada pelo delírio e consumida pela peste, tal qual ocorre na música do grupo vzyadoq Moe (A peste escala nosso leito peste), onde a peste escala nosso leito lentamente.
Em 1922, F. W. Murnau trouxe para a tela a alucinante história do Conde Drácula – história narrada pelo escritor inglês Bram Stoker em fins do século XIX – que se tornou uma clássica referência sobre vampiros sanguinários e empaladores. 57 anos após o clássico filme expressionista, Werner Herzog, homenageia o gênio impetuoso e inovador de Murnau – um dos maiores expoentes do cinema expressionista alemão – e ao mesmo tempo, rende uma poética homenagem a obra de Bram stoker que rompeu os séculos e além disso contribuiu para que seja atual até hoje.
Herzog refaz a trajetória do cinema expressionista, muito embora, indo além do mesmo. Nessa empreitada, ele expressa um olhar particular e inovador sobre a própria obra. O cinema de Herzog rompe as fronteiras do mero remaker e se faz novo, autêntico e completamente atual. Herzog, Murnau e Bram Stoker criaram obras atemporais, vivas e pulsantes que se renovam a cada olhar e leitura. Essas obras são dinâmicas como a vida, não estagnaram no tempo e nem no espaço.
A força desta obra cinematográfica encontra-se apoiada na instigante atuação de Klaus Kinski, Isabelle Adjani e Bruno Ganz que levaram o processo artístico a extremos de beleza e precisão. A arte é a própria vida e como tal, não se pode fugir de si mesmo, por mais que isso seja aterrador.
A noite e seus mistérios guardam canções que melhor seria se não as escutássemos. A curiosidade pode nos cobrar um preço muito caro pela surpresa que nos oferece. Rompantes de dor e ódio, feridos pelo orgulho da imortalidade e destituídos de vida e prazer. A morte segue impávida e certeira. A noite se adensa e o som ensurdecedor da sinfonia dos mortos persiste madrugada adentro.
A leitura bem poderia ser social, já que vivemos em uma sociedade que anseia por uma arte realista, mesmo vivendo na virtualidade computacional e nesse caso Nosferatu pode muito bem ser lido como a decadência do mundo ocidental, que para manter-se erguido no poder rouba a vida das pessoas e consome suas forças, escravizando-as e lhes negando o direito de existir dignamente. No entanto, optamos pela leitura a partir da arte com uma conotação poética, envolta na fantasia fantasmagórica que se estende por boa parte da Europa ainda hoje.
A canção, “Bela Lugosi is Dead” cantada pelo grupo inglês Bauhaus é exatamente a imagem que primeiro surge em minhas retinas tão fatigadas. O fantasma encontra-se dentro da gente, tal qual o verme que mais cedo ou mais tarde irá devorar-nos. Essa metáfora abissal e grotesca acompanha-nos constantemente nos passeios frívolos que empreendemos nas florestas negras do sonho. Kafka já havia nos alertado sobre o absurdo escancarado que é a vida. Becket, também. Artaud, idem. Todos os monstros são nossas crias.
Para Kafka, Gregor é a metáfora da vida e do cotidiano. É o nosso lixo e o nosso consumismo que sustenta a barata. Nosferatu, também, é essa metáfora. O monstro vive dentro da gente. Corpo, alma e mente. O que devemos lembrar-nos sempre, é, que em qualquer guerra só existe perdedores – nesse caso as trevas triunfam sobre a luz - e cada um de nós carrega dentro de si um vampiro adormecido, pois, cada um de nós é um Nosferatu em potencial.