quarta-feira, 29 de setembro de 2010

FOTORAMA 
SESSÃO DO DIA 24 DE SETEMBRO DE 2010
CENTENÁRIO DO IFPA - CAMPUS BELÉM
SESSÃO DUPLA 
A ORIGEM É O FIM - CORREDOR POLONÊS
ESTAMIRA - MARCOS PRADO
MÚSICA COM O PROFESSOR MIGUEL CASSIANO

segunda-feira, 27 de setembro de 2010


A ORIGEM É O FIM
Karlo Rômulo

O Cinema como registro e ação progressiva. O ATELIER CULTURAL CORREDOR POLONÊS, já usava a caixa cinematográfica, mesmo antes do advento da imagem digital: nós já usávamos imagens em VHS como registros de processo de trabalho, em seguida as editávamos dentro de um processo mais objetivo visando o desenvolvimento da obra em sua forma concreta, e finalizava este processo com uma intervenção artístico-teatral em vários pontos da cidade chamada O BONDE ANDANDO. A necessidade de revisar os volumes de imagem, obedecendo a uma linha histórica de produção, desperta o aspecto subjetivo da imagem em movimento. Nuances sutis se revelam e (re) significam o olhar dos atores-produtores. Aquilo que a principio era apenas registro torna-se agora possibilidade artística, desvelando, e transformando o próprio processo. O caráter objetivo e especifico da linguagem cinematográfica, planos e cortes, se apresenta também como possibilidade artística, e, o “delírio” e a “loucura” encontram sua ficção atrelada a realidade, possibilitando ate mesmo uma contra analise da sociedade, concordância ou discordância com ideologias existentes. O não visível através do visível. Por outro lado, com a cultura do áudio visual se desenvolvendo ininterruptamente encontramos nesta proposta um importante aliado para a educação da imagem. Desta aproximação imagem, som e palavras dentro de uma só linguagem, aliada ao aspecto ideológico presente no cinema, reforça o objetivo educacional do objeto O BONDE ANDANDO enquanto performance e alegoria urbana coletiva. O filme a origem é o fim é uma experiência de arte-transformação em diálogo constante com o cotidiano da vida urbana e o ambiente. É o dia a dia de um atelier de arte, descoisificando, e resignificando o uso de objetos comuns em nossa vida. A linguagem cinematográfica oferece a estrutura móvel desta arquitetura construída com a participação de vários artistas privilegiando a diversidade cultural, levando consigo oficinas de arte e cidadania. O filme A ORIGEM É O FIM é o reflexo da vivência subjetiva do processo de produção do ATELIER CULTURAL CORREDOR POLONÊS. É o registro de uma longa etapa de encontros e atividades artísticas entre varias linguagens que culmina com a produção do filme como impressão da própria realidade. Este processo nasce do jogo, da brincadeira entre os artistas-atores envolvidos e vai criando volume nas experiências vividas dando origem ao filme do cotidiano. 

por trás dos muros: moinhos
André Leite Ferreira

acompanha descaradamente o silêncio do medo
silenciosamente calma e desperta
quase como uma pantera que se perde na escuridão
se acha a cada instante dentro do peito
sem saber se é dia ou noite
sem saber se é perto ou longe
perto e longe é sempre aqui
ruínas e delírios mornos
a lua não grita
o céu estranhamente não desaba
vaga feito sombra
na floresta escura do desejo
é sempre tênue
e nos aguarda dia e noite
conhece a nossa história desde sempre
e nunca se precipita ou age em vão
a escolha é sempre sua

VOCÊ SABIA QUE SÃO EXTERMINADOS MAIS DE 50 BILHÕES DE ANIMAIS POR ANO, USADOS COMO ALIMENTO, ENTRETENIMENTO, ROUPAS, ETC.?

PENSE NISSO!

O sol queimando a cuca

André Leite Ferreira

O sol queimando a cuca
Queimando o sonho
Queimando tudo
O sol ardendo pra valer
O asfalto derretendo
Um som que pulsa
Um som que estimula
Um calor sempre vivo e presente
Utopicamente desvairado
Em rumos diversos
Em versos concretos
As vezes sem teto
Só estrelas pulsando lá fora
6000 anos de peso
Nas costas do mundo
Poeira universal
Estrada alagada
A nossa atenção se quebra
O sol queima tudo
Sem piedade
E a nossa mestiçagem
Mestiço é que é bom
Como dizia o Darcy Ribeiro
Eu sigo a estrada que me cabe
A minha utopia minha
A manhã ensolarada
O rio que passa adiante
Rumo certo pra desaguar
O sol a utopia
A vida


PINDORAMA CINE-EDUCAÇÃO

APRESENTA 
 
DIREÇÃO: MARCOS PRADO
DURAÇÃO: 116 MINUTOS

A ORIGEM É O FIM
FILME REALIZADO PELO CORREDOR POLONÊS
DURAÇÃO: 25 MINUTOS
 DIA 24/09/2010 AS 18HORAS
NO AUDITORIO DO HALL DA BIBLIOTECA DO IFPA-CAMPUS BELÉM
AV. ALMIRANTE BARROSO - ENTRE MARIZ E BARROS E TIMBÓ
ENTRADA FRANCA!

domingo, 19 de setembro de 2010

FOTORAMA
SESSÃO "CRÔNICAMENTE INVIÁVEL"
DIA 17/09/2010


AS FOTOS DESTA SESSÃO FORAM REGISTRADAS POR LEILA LEITE, GRADUADA EM CIÊNCIAS SOCIAIS PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA E TAMBÉM ARTÍSTA INTEGRANTE  DO COLETIVO MARGINÁLIA DA TERRA FIRME.
FICA AQUI NOSSO AGRADECIMENTO POR MAIS ESTE APOIO.
FALHA NOSSA

INFELIZMENTE NÃO FIZEMOS O REGISTRO FOTORAMA DAS SESSÕES DO DIA 03 E DO DIA 10 DE SETEMBRO, RESPECTIVAMENTE NOS FILMES: ANTES DO AMANHECER E ANTES DO PÔR-DO-SOL, PORÉM FICA AQUI O REGISTRO MEDIADO PELA PALAVRA, POIS AS SESSÕES ACONTECERAM E FORAM MUITO POSITIVAS, EM TERMOS DE PÚBLICO E DE TRABALHO.

A SEGUIR TEMOS A SESSÃO FOTORAMA DA SESSÃO DO DIA 17 DE SETEMBRO, ONDE FOI EXIBIDO O FILME "CRÔNICAMENTE INVIÁVEL, DO DIRETOR SERGIO BIANCHI.
PINDORAMA CINE-EDUCAÇÃO

APRESENTA

DIREÇÃO: SÉRGIO BIANCHI

ROTEIRO: Gustavo Steinberg e Sergio Bianchi

DURAÇÃO: 101 MINUTOS

DIA 17/09/2010 AS 19HORAS
NO AUDITORIO DO HALL DA BIBLIOTECA DO IFPA-CAMPUS BELÉM
AV. ALMIRANTE BARROSO - ENTRE MARIZ E BARROS E TIMBÓ
ENTRADA FRANCA!

AGRADECIMENTOS

Os realizadores do projeto PINDORAMA CINE-EDUCAÇÃO do IFPA (Campus Belém), gostariam através desta nota de agradecer a todos pelo apoio e colaboração ao projeto.

Nesse sentido, sem desmerecer algumas pessoas, precisamos incluir um agradecimento ESPECIAL à, Andresa da Direção Geral, que alia simpatia e competência em tudo o que faz. Muito obrigado Andresa.

Gostaríamos de agradecer à Thaissa da DIREI, e a todos daquele departamento, pela forma super eficiente que trabalham. E especial ao Professor Fausto que conseguiu o suporte técnico definitivo para a realização do projeto. E por suas sugestões e idéias. Muito obrigado Professor.

Obrigado também ao Professor Márcio Araújo Luz, (Professor de História e Sociologia) que sempre que é solicitada sua presença, comparece às sessões e contribui nos diálogos temáticos com o público.

Não podemos esquecer o Ian, estudante do Cursinho Somatório de Icoaraci, e a todos por lá. Obrigado.

Obrigado também ao Fabrício, a turma de Física (calouros); Joseilton, Sabrina, Vanilze, Bruno, João, Abel, Ary, Nilson, Jamerson, Marcelo, Yuri, e todos por lá. Um grande abraço. Vocês são ótimos. Fabulosos. Maravilhosos. Sem exagero. Os estudantes mais presentes do IFPA. Ou não?

Agradecemos também a Cássia pela constante presença.

Não podemos deixar de agradecer ao Thiago e a Kathiuscia, organizadores do Café Geográfico. Obrigado pela presença e pela demonstração de interesse com o projeto PINDORAMA e pelos projetos de vocês para os estudantes do IFPA. Mantenham-se assim, e contem conosco no que for preciso.

Um grande abraço ao Daniel. Bem-vindo de volta.

Agradecemos também aos integrantes do CAGE (Centro Acadêmico de Geografia): Pedro, Jamile, Ana Paula, Ruan, Edson, Antonio Paiva, pela participação nas sessões, idéias e sugestões. Obrigado pessoal. Força sempre.

Obrigado ao Adson, ao Edson e a Régine da Direção Geral.

Obrigado ao pessoal da Gráfica. Biblioteca, principalmente a Professora Suely. Obrigado também a Professora Ivonete, a Jessica do NAPNE.

Um super obrigado ao Professor Miguel, que sempre participa dos diálogos pós-sessão PINDORAMA.

Agradecimento especial ao nosso Diretor Geral, Professor Darlindo, por nos incentivar e ajudar a viabilizar a realização do Projeto. Obrigado professor, pela coragem, visão, interesse e grande simpatia. Um grande abraço.

Gostaríamos de agradecer também a Maria Carolina que nos auxilia na divulgação, nas sessões e conversas que mantemos antes e depois das atividades. Por acreditar no projeto e contribuir da melhor maneira possível. Obrigado querida.
Agradecemos a ASCOM, assessoria de comunicação do IFPA. Ivo Paes, Dauana, Rubens, Marcelo, André, Rádio IFPA, pelo apoio que vem prestando ao projeto desde o inicio. Grande abraço a todos 

Não podemos esquecer da nossa Orientadora Professora Patrícia Guilhon, que está sempre contribuindo conosco, assim como sugerindo ações pertinentes a um melhor aproveitamento das atividades proposta pelo projeto. Obrigado professora.

Obrigado também a Professora Fernanda Tavares (Professora de Literatura e Língua Portuguesa), pela participação no dialogo sobre Graciliano Ramos em “Vidas Secas”.

Agradecemos ao DCE-RENOVAção, Ricardo, Fábio, Marcos, Carol e a todos que formam o corpo diretor desta entidade, pelo apoio e por vezes suporte material para a realização das sessões. Obrigado.

De coração, agradecemos a todos, um grande abraço.
TEMPO E IMAGINAÇÃO

Fernando Campos


, parafraseando o estilo de Clarice Lispector, que inicia o romance “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres”, dessa maneira, com uma vírgula, brusca e singular. Objetivando com isso construir uma idéia de (des) continuidade da narrativa (tendência que a distancia da linearidade discursiva habitual) alongando a linha do tempo dentro da concepção do texto. Estabelecendo a idéia de que o conteúdo do romance ocorria de fato, antes daquela vírgula, ou escrito. Ou vivido na vida das personagens ou na cabeça do autor numa realidade-ficcional-literária.

O filme “Antes do Amanhecer”, de Richard Linklater, (EXIBIDO NA ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA: PINDORAMA CINE-EDUCAÇÃO DO IFPA, na última sexta-feira, 03/08/2010) chega ao fim com as personagens confirmando uma data para um novo encontro. Os dois se despedem e seguem em trens diferentes para direções diferentes.

Como no romance de Clarice Lispector, o tempo e o espaço são dissolvidos, promovendo uma nova interpretação de seu sentido. Estabelecendo um estado de devaneio. Fornecendo material para a imaginação. Criando um argumento sobre o tempo entre os dois acontecimentos. O que ocorreu entre o Antes do Amanhecer e o Antes do Pôr-do-sol na vida das personagens. E das pessoas que assistiram ao filme.

Jesse e Celine tentam fazer um retrospecto dos eventos ocorridos em suas vidas durante os nove anos que ficaram longe e sem nenhum tipo de contato.

Contudo, eles somente conseguem fazer uma pequena intervenção nas ruínas de suas memórias. Lembrando de empreendimentos. Frustrações. Desencontros.

Na verdade ficam deslumbrados ou desconcertados com o seu inesperado reencontro. A emoção demonstrada por eles através de gestos e expressões é a mesma. Parecem mais maduros e independentes, ainda que meio envoltos em uma aura pueril, o que não impede de deixar evidente que o sentimento entre eles permanece o mesmo. Perpetuado pelo traçado imaginário deixado por eles pelos caminhos que percorreram em Viena, quando se conheceram.

Os diálogos entre os dois continuam inteligentes, apesar de terem se tornado um pouco menos contundente.

O aspecto de produção independente do diretor, dos roteiristas e colaboradores, no caso, Ethan Hawke e Julie Delpy, que além de atuar, ajudaram a escrever o roteiro e improvisar durante as filmagens, continua nesse novo filme, quase como um reforço estético do primeiro filme.

É todo ambientado em Paris, usando locações menos “turísticas” e bem mais interessantes. É curto. Como um conto. Novamente é sobre um dia na vida das personagens. Sem desvios. Mantendo o foco nos dois sempre.

Um momento genial do filme (além da ausência de vícios do cinema convencional, como o “HAPPY END”) é bem no fim. Quando Celine (personagem de Julie Delpy) dança, ao som de Nina Simone, enquanto que Jesse (Ethan Hawke), sentado, a observa. A imagem vai escurecendo, lentamente, num efeito simples e o filme acaba, deixando na tela da imaginação, suaves reticências, uma doce incógnita sobre a transitoriedade efêmera e universal da existência das personagens e das nossas próprias existências também...